quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Jean Giraud: “As formas misteriosas dos colts me fascinavam” - Entrevista


Entrevista
Jean Giraud: "As formas misteriosas dos colts me fascinavam"

Por Arnaud Malherbe
Publicado em 02/05/2002


Encontro com Jean Giraud, aliás, Mœbius, o pai do tenente mítico, desordeiro, bêbado, bom coração... E, breve, ator.



Jan Kounen (Doberman) filma, nesse momento, no México, uma adaptação de Blueberry (1). Consagração?

A fivela está afivelada. Blueberry vem do cinema, a ele retorna. É quase um herói hollywoodiano. Eu tenho preferido sempre a visão mítica do western ao Oeste verdadeiro, que me aborrece um pouco. Há muito tempo nós temos fantasiado, com Jean-Michel (Charlier), sobre essa adaptação cinematográfica. Os direitos têm circulado nos Estados Unidos. Três projetos têm estado a ponto de ter êxito. Eu não acreditava nessa ideia. Ali, Blueberry não é nada. Quando os primeiros álbuns são saídos na França, os americanos já veneravam seus super-heróis, Batman e outros. Blueberry é francês, europeu. Ele tem os traços do Jean-Paul Belmondo da Nouvelle Vague. Só um fã poderia se lançar na aventura. Sobre a base de dois álbuns, meus preferidos, La Mine de l’Allemandu perdu e Le Spectre aux balles d’or, Jan tem concatenado um script alucinante, nutrido de rituais xamãnicos. O filme não será uma cópia, mas uma obra única. Um novo western francês.

N. C.: 1) “Blueberry, l'expérience secrète” (“Blueberry. Desejo de Vingança”, título no Brasil), 2004, com Vicent Cassel, Juliette Lewis, Michael Madsen e grande elenco.


Como, no fim dos anos 1950, um jovem artista da região parisiense vem a desenhar os cowboys?

Como fazer de outra forma, você quer dizer? Era a evidência. Após a guerra, a literatura destinada aos rapazes era confinada em algumas temáticas faróis – o heroísmo, a aventura, o exotismo, a natureza – e servida por dois grandes heróis, o cavaleiro e o cowboy. Eu tenho escolhido meu campo. Aos 7 anos, eu rabiscava os colts nas margens de meus cadernos. Suas formas misteriosas, mutantes, me fascinavam. Era devido, de fato, à negligência de certos autores. Os rancheiros pareciam perfeitos aos guardiões. Os cavalos dos xerifes portavam as selas inglesas. Mas isso não impedia o sonho, ao contrário. Quando eu era adolescente, a paixão tem sido revezada, decuplicada, pelo cinema. Passava até cinco westerns por semana no cinema de meu bairro, em Fontenay-sous-Bois. Os John Ford, Howard Hawks, Anthony Mann... Eu engolia as obras-primas crendo que era eterno. A ficção se resumia ao western. Eu tinha proposto minhas primeiras pranchas à revista Far West, dirigida por Marijac, criador dos cowboys Jim Boum e Jim Badaboum, que tinham embalado minha infância. Meu ídolo. Seu western era documentado, realista em um sentido. Nos Estados Unidos, ele era ligado de amizade com os autênticos veteranos das planícies. Depois, muito rápido, Jean-Michel Charlier, redator-chefe de Pilote, me tem engajado para colocar em cena uma série de sua colheita: Blueberry.


Como você explica esse entusiasmo jamais apagado pelo Oeste americano?

Ele veicula um cortejo de imagens chocantes imortais, de referências puras. As ideias, arrepiantes, de liberdade, de “sem lei”, de espaços virgens, de coragem, de atração-repulsão com respeito ao selvagem. Tudo isso fala não importa a qual humano. Com mais razão a um europeu urbano e civilizado de hoje.

Fonte: L’Express, Paris, França, 2002.

Jean Giraud: "Les formes mystérieuses des colts me fascinaient" – Interview © Arnaud Malherbe, L’Express 2002

N. C.: A fotografia de Jean Giraud não está exposta na entrevista publicada no site de “L’Express”. Fonte da imagem de Jean Giraud, 2008: blog-picard.


Afrânio Braga


quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Blueberry de Michel Blanc-Dumont

Blueberry de Michel Blanc-Dumont 




Esse ano (1) acontece o 150° aniversário do fim da Guerra de Secessão americana, porém se fala pouco, se prefere fixar a atenção sobre a coincidência dos aniversários para o início do primeiro e o fim do segundo conflito mundial. Felizmente, para os amantes de histórias em quadrinhos, existe a saga de “La Jeunesse de Blueberry” a recordá-la. Como já tínhamos dito, o roteirista François Corteggiani parece atingir as temáticas já utilizadas com sucesso pelo predecessor Jean-Michel Charlier.










Antes, de fato, ele tem escrito um ciclo sobre a ferrovia, desenhado por Colin Wilson, e agora um sobre os complôs, compreendendo os quatro primeiros episódios desenhados pelo talentoso Michel Blanc-Dumont, ex-desenhista do belíssimo western “cerebral” “Jonathan Cartland”. Apesar dos dois anos que separam o último volume de Wilson do primeiro de Blanc-Dumont, a história é uma sequência daquela precedente.










Julho de 1864, a Guerra de Secessão está ensanguentando os Estados Unidos. Allan Pinkerton (fundador da notória agência investigativa particular, mas naquele momento chefe dos serviços secretos nortistas) pensa haver encontrado uma solução definitiva para parar o conflito: privar as armadas sulistas dos seus chefes mais valorosos. Os complôs se multiplicam envolvendo, a habitual má vontade sua, o jovem Blueberry, constrito sempre a guiar-se em equilíbrio entre Norte e Sul. Alguém poderia reconhecer nessa situação a posição da política francesa entre EUA e URSS na segunda metade do século passado! Nesse primeiro díptico (sim, porque os dois autores decidem proceder a dois volumes por vez), “La Solution Pinkerton” (1988) e “La Piste des maudits” (2000), o nosso jovem Mirtilo deve tentar desvendar o assassinato do barbudo general Hook.



10. La Solution Pinkerton (Dargaud, 1998)

La soluzione Pinkerton
“L'Eternauta Presenta” 187, Comic Art, 1999
“Skorpio” do n° 7 ao n° 10 de 2014, Editoriale Aurea
“Collana Western” 21, Gazzetta dello Sport, 2015



11. La Piste des maudits (Dargaud, 2000)

La pista dei dannati
Volume, Alessandro Editore, 2000
“Skorpio” do n° 11 ao n°14 de 2014, Editoriale Aurea
“Collana Western” 22, Gazzetta dello Sport, 2015


Os outros dois volumes, “Dernier train pour Washington” (2001) e “Il faut tuer Lincoln” (2003), referem-se à tentativa de assassinar o presidente Lincoln por parte da seita “Le Poignard du sang” (2), de cuja faz parte a bela e perversa Eleonor Mitchell, que abraça de cheio a causa dos conspiradores, deixando um cheiro de sangue atrás de si nos quatro volumes.

Na trama, se ressalta um aspecto obscuro da História americana: o papel, muito decisivo, das sociedades secretas, ou se preferir, de seções desviadas da administração, das finanças ou da inteligência que, com as suas conjurações, têm contribuído em eliminar presidentes incômodos e endereçar a política estadunidense rumo a direções não claras.










Corteggiani escreve uma narrativa muito documentada, a meio caminho entre ficção e História, se uma crítica pudermos fazer é que parece alongar demais o caldo, ajudado por Blanc-Dumont, sempre preciso, talvez demais, na reelaboração da cenografia da época e na paginação das pranchas. Vê-se que atrás de cada vinheta há um longo trabalho de documentação. As suas reconstruções das trincheiras, dos uniformes e do físico dos soldados barbudos são de manual, quase de folhear um álbum fotográfico do período!










Se quisermos sutilizar, as suas ilustrações resultam um pouquinho estáticas, rígidas! Mas de alto nível gráfico, seja como for! O rosto de Mike é muito juvenil, perfeitamente em linha com a sua idade.

Na prática, uma narrativa que corre fácil e não provoca qualquer calafrio no leitor, como ocorria nos bons tempos da nunca bastante lamentada dupla Charlier-Giraud! De “La Solution Pinkerton” em diante, muda a ilustração em toda página da contracapa, desenhada, obviamente, por Blanc-Dumont.



12. Dernier train pour Washington (Dargaud, 2001)

“Ultimo treno per Washington
Volume, Alessandro Editore, 2001
“Skorpio” do n° 15 ao n° 18 de 2014, Editoriale Aurea
“Collana Western” 22, Gazzetta dello Sport, 2015



13. “Il faut tuer Lincoln” (Dargaud, 2003)

Bisogna uccidere Lincoln (“Lincoln deve morire”)
Volume, Alessandro Editore, 2003
“Skorpio” do n° 19 ao n° 22 de 2014, Editoriale Aurea
“Collana Western” 23, Gazzetta dello Sport, 2015

Fonte: Blog Zona Bédé, Itália.

N. C.: 1) Esse artigo foi postado no blog Zona Bédé em 2015, ano do 150º aniversário do fim da Guerra de Secessão americana, também chamada de Guerra Civil Americana e de Guerra Civil dos Estados Unidos. 2) “Le Poignard du sang”: “O Punhal do Sangue”.

Blueberry di Blanc-Dumont © Zona Bédé 2015

A série “Blueberry” foi criada por Jean-Michel Charlier e Jean Giraud.

La Jeunesse de Blueberry © François Corteggiani / Michel Blanc-Dumont - Dargaud Éditeur


Afrânio Braga


domingo, 14 de agosto de 2016

Um Herói de um Gênero Novo



UM HERÓI DE UM GÊNERO NOVO


Ele não surge da noite, tal Zorro, para correr rumo à aventura a galope. Não, Mike T. Blueberry (o T. se transformará em S., para Steve, mais tarde) apareceu pela primeira vez, de face, no sétimo quadrinho de Forte Navajo, à mesa, cartas na mão e charuto no bico, em uma casa de jogo. Certamente, ele não tinha ainda sua barba de três dias – poderia mesmo ele ter se lavado recentemente? -, para que se pudesse bem admirar seu pequeno ar de Belmondo (1) insolente. Mas o espírito do personagem e da série já está presente. Em duas páginas, se saberá que ele trapaceia no jogo, que ele coxeia de álcool e não despreza uma boa briga, tanto mais que ele atira rápido e certeiro. A longa busca através de um Oeste selvagem e desordenado pode desatracar. Uma saga aos princípios falsamente clássicos que vai simplesmente revolucionar todo o universo familiar da história em quadrinhos.

N. C.: 1) Jean-Paul Belmondo, ator francês.






PRIMEIRA APARIÇÃO, 
QUADRO CHEIO, 
DE BLUEBERRY, 
EM FORT NAVAJO.





Blueberry é então nascido em 31 de outubro de 1963, em Pilote, do cérebro fecundo de Jean-Michel Charlier e da pena alerta de Gir, aliás, Jean Giraud. O primeiro, diretor das edições Dargaud que já roteirizava Buck Danny, La Patrouille des Castors, Marc Dacier, “Les Chevaliers du ciel”, Le Démon des Caraïbes e tantas outras séries de sucesso, era apaixonado pela América e pela história do Oeste. O segundo, jovem desenhista promissor, para não dizer sobredotado, amante de westerns e formado na escola ideal do grande Jijé. Os dois foram feitos para se entender e, mais ainda, se completar.



Blueberry introduz no universo HQ da época,
principalmente adolescente, uma referência
à outra cultura, mais de vanguarda.



Físico atípico

“A escolha do nome, foi eu”, se lembra Jean Giraud. “Eu amei o som, a fonética de Blueberry, e isso, imediatamente, mais a Jean-Michel. É isso que pode ter dado a ele a ideia de fazer um Sulista que passa ao Norte. Quanto à escolha de Belmondo, para os traços, isso trairia bem uma vontade. Não se imaginaria então que Bébel iria tornar-se tal ícone popular. Para nós, era justo uma figura da Nouvelle Vague com um ar de outsider, um físico atípico com relação aos jovens em voga. Ele tinha um aspecto de rapazinho. Assim, eu introduziria no universo HQ da época, principalmente adolescente, uma referência à outra cultura, mais de vanguarda.”


EM POUCO MAIS 
DE DEZ ANOS, 
BLUEBERRY SE TEM 
METAMORFOSEADO 
DE UM INSOLENTE 
E NEGLIGENTE
TENENTE DE ROSTO 
LISO EM UMA APARÊNCIA 
RESSECADA, ENDURECIDA 
AOS TRAÇOS MARCADOS.






























Representante da desordem

Assim, se Charlier explora, como era seu hábito, seu excepcional saber-fazer de contador de histórias, misturando sua precisão de documentarista à sua arte de inventar, semana após semana, as situações e as reviravoltas que mantém sem faltar o leitor em fôlego, ele encontra em Gir um desenhista que arrebata suas narrativas mais longe ainda, ruma a esferas que ele não tinha imaginado. O estilo cinematográfico, brilhantemente desalinhado, em uma expressão realista, que entorta as convenções, está em fase com a época, os anos 1960, onde certa contestação e emancipação são em colocação. Os leitores de Pilote, revista mais estudantil que pré-adolescente, plebiscitam esse herói de um gênero novo, iconoclasta e rebelde, refratário à autoridade, contestatário da hierarquia. Blueberry tem sido um bom militar totalmente ao longo dos dez primeiros álbuns da série, ele não é inferior e constantemente um representante da desordem.

“Jean-Michel, imediatamente, tem compreendido que esse desvio dos cânones da HQ tradicional constituía um formidável trunfo”, analisa Giraud. “Um público novo emergia, que não se encontrava no ultraconservadorismo de uma série como, por exemplo, Tanguy et Laverdure. Charlier tem captado, perfeitamente, essa escorregadela.” Blueberry, portanto, não tem mais nada do personagem direito e sem censura que sempre havia sido colocado em evidência até ali. O importante restava justo que, apesar de todas as suas manias e defeitos, ele permanece simpático.


Sujeira, fadiga e sofrimento

Mike, militar insubordinado, malandro em boa essência, não se estende em quase nada com as pessoas higiênicas em si mesmas. Seus raros amigos se contam de preferência entre os seres delicados à moralidade duvidosa, começando por um velho bêbado prospector, Jimmy McClure, e um antigo mensageiro do US Postal pouco reluzente, Red Neck. À semelhança desses dois companheiros de estrada, ele desfralda a maior parte do tempo uma barba nascente que se imagina imunda. Pois, “Blueberry” é provavelmente uma das primeiras séries “odorama”. Saído do exército (que o tenente deixará com a cabeça um tanto baixa após Chihuahua Pearl) e da alta sociedade, a sujeira e a falta de higiene, como a fadiga e o sofrimento, são ao desvio de cada aventura. “Até ali, é verdade que a HQ era muito assepsiada”, se recorda ainda Giraud. “Tal não se fazia que livrar os sinais sobre a aflição dos seres humanos, sobre suas patologias; sobre a morte, em suma.”




Destino selado, herói livre

Mas ali não se detém a transgressão. Preso no jogo, estimulado por uma criação que lhe oferece tantos campos, Jean-Michel Charlier rompe outro tabu. Quebrando a tradicional atemporalidade dos heróis de HQ, ele se diverte, em paralelo às aventuras de Blueberry, que se prosseguem em Pilote, a colocar em cena em Super Pocket Pilote os jovens anos – sua implicação na Guerra de Secessão – de seu personagem. Ancorando-o no tempo, o autor não somente introduz a noção de envelhecimento, mas também aquela de um percurso e de um passado que influenciam, inevitavelmente, sobre sua psicologia.

Mais forte ainda, em prefácio na edição do álbum de Ballade pour un cercueil, o roteirista vai até redigir uma longa biografia detalhada de Blueberry, pseudo documentos de época no apoio, onde se sabe que ele tem visto a luz em 30 de outubro de 1843, nas proximidades de Augusta, Geórgia, sob o nome de Mike Steve Donovan, para morrer, nonagenário, em 5 de dezembro de 1933 em Chicago! Ironia da sina, é selando assim o destino de seu personagem que Charlier pode ter, inconscientemente, libertado Blueberry da tutela de seus criadores. Desde a metade dos anos 1980, Giraud, monopolizado por seu trabalho sob o nome de Mœbius, deixa o desenho da coleção La Jeunesse de Blueberry aos bons cuidados de Colin Wilson. Mas, sobretudo, após o falecimento do roteirista, em 1989, quando Arizona Love está em curso de realização, Jean Giraud não se contenta de prosseguir naturalmente a série, assegurando doravante ele mesmo a escritura, ele confiará a outros (os desenhistas William Vance, Michel Blanc-Dumont e, ainda, Colin Wilson para o desenho, mas também François Corteggiani para o roteiro) o cuidado de desenvolver as séries paralelas.


Blueberry, condenado a viver

“Com essa biografia, se tem colocado o eixo em uma engrenagem louca”, conclui Giraud. “Tem-se aberto aquela possibilidade de tratar Blueberry de modo panorâmico, fazer publicar, em simultâneo, os álbuns onde ele é jovem, menos jovem e por que não, um dia, velho? Se poderia mesmo contar a história de sua morte sem para tanto que a série se acabe. Blueberry é um companheiro de vida extremamente familiar. Ele é parte de mim mesmo, então eu tomei o cuidado de não tombar no fetichismo. É por isso que eu tenho feito os esforços para deixá-lo se evadir o confiando a outros. No fundo, Blueberry conhece a angústia de ser condenado a viver por seu criador.”



«Publicando sua biografia, se tem colocado
 o eixo em uma engrenagem louca. Tem-se
aberto aquela possibilidade de tratar
Blueberry de modo panorâmico, fazer
publicar, em simultâneo, os álbuns onde
ele é jovem, menos jovem e por que não,
um dia, velho?» Jean Giraud






CASACAS AZUIS, COWBOYS E ÍNDIOS
EM LE CHEVAL DE FER, EM 1966.
MAS PARA BLUEBERRY, O WESTERN
CLÁSSICO JÁ TOCA EM SEU FIM.
A HORA DOS COMBATES MAIS
ÍNTIMOS VAI SOAR (L’HOMME QUI
VALAIT 500000 DOLLARS, 1971).
1990, GIRAUD PROSSEGUE SÓ
A SÉRIE, APÓS O FALECIMENTO
DE JEAN-MICHEL CHARLIER:
ARIZONA LOVE OFERECE UMA
COMPANHEIRA AO HERÓI SOLITÁRIO.


Fonte: Un héros d’un genre nouveau, artigo publicado em Blueberry HC Les Monts de la Superstition.

Blueberry HC Les Monts de la Superstition © Jean-Michel Charlier / Jean Giraud - Dargaud Éditeur 2003

N. C.: Blueberry HC Les Monts de la Superstition. Integral de Blueberry dos volumes 11, La Mine de l’Allemand perdu (“A Mina do Alemão Perdido”), e 12, Le Spectre aux balles d’or (“O Espectro das Balas de Ouro”); Dyptique de la mine (Díptico da Mina) mais um caderno de 16 páginas com artigos, entre os quais Un héros d’un genre nouveau (Um Herói de um Gênero Novo), e “Blueberry” visto por outros desenhistas. O álbum Les Monts de la Superstition (“Os Montes da Superstição”) foi publicado, em 2003, por ocasião dos 40 anos do personagem Blueberry.

Fontes das imagens: BDgest: Mike Blueberry. 4.bp: Tenente Blueberry jovem. Bedetheque: “Blueberry” nº 1 “Fort Navajo”, prancha 1, quadrinho 7; ilustração da capa de “Blueberry” nº 15 “Ballade pour un cercueil”. Stripsuithedenenverleden: Blueberry amadurecido (N. C.: extrato da prancha 1 de “Blueberry” nº 17 “Angel Face”). Dargaud Éditeur: as capas de “Blueberry” nº 7 “Le Cheval de fer”, “Blueberry” nº 14 “L’Homme qui valait 500000$” e “Blueberry” nº 23 “Arizona Love”.


Afrânio Braga


segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Exposição Colin Wilson na Livraria Bulles en Tête

Exposição Colin Wilson
na Livraria Bulles en Tête



9 de setembro de 2014

Acabei de voltar da gráfica com um caixote do novo sketchbook. Parece ótimo! Este aqui é para a viagem europeia, mas os amigos daqui também vão encontrar umas imagens por lá que serão bastante familiares.


2 de novembro de 2015

Mesmo sendo feito dois anos mais tarde, ele já não parece mais tanto com Blueberry quanto já pareceu! Fora isso, essa é a capa do meu terceiro caderno de esboços.









16 de setembro de 2014

A esta hora, na próxima semana, eu devo estar, na França, preparando as ilustrações para a minha segunda exposição na livraria Bulles en Tête, em Paris. A inauguração está marcada para o dia 25, o mesmo dia em que a editora Delcourt lançará nossa nova série “Wonderball”, e eu estarei presente para a minha primeira sessão de autógrafos desta viagem. Estive trabalhando em material novo para esta exposição durante o último ano, então para aqueles que não podem ir à inauguração, eu vou tentar postar uma ou duas imagens da arte criada para a exposição nos próximos dias.



20 de setembro de 2014

OK, só mais uma imagem antes de eu desligar esta coisa...

N. C.: Chihuahua Pearl, cujo verdadeiro nome é Lily Calloway, em um saloon, é a mais famosa das namoradas de Mike Blueberry, que termina nos braços de Dorée Malone, uma bela morena, também cantora de saloon. Nesse desenho, Blueberry está presente: à esquerda, no alto, junto à aba do chapéu da loira estonteante.


N. C.: Alguns dos desenhos de Blueberry na exposição da Bulles en Tête:





















N. C.: Paris, França. Véspera da inauguração da Exposição Colin Wilson na Livraria Bulles en Tête, realizada em setembro e outubro de 2014, da obra do desenhista em “Wonderball” e “La Jeunesse de Blueberry” e desenhos inéditos de Blueberry. Fotografias feitas pela equipe da livraria em 24 de setembro de 2014:













N. C.: Colin Wilson enviou para o blog Blueberry os dois desenhos do Tenente Mike Blueberry expostos na vitrine da livraria Bulles en Tête na ocasião da sua exposição:


24 de julho de 2016

O homem, à esquerda de Mike, se parece com Bowman, mas não é, porque ele morreu cedo na vida de Blueberry. Mas essa é Chihuahua Pearl.



31 de julho de 2016

N. C.: Blueberry, sobre uma pista, com um parceiro.


N. C.: Os quatro desenhos abaixo não integravam a exposição de Colin Wilson:


18 de agosto de 2015

OK! Com “Wonderball” 3 terminado, é hora de um pouco de Terapia Ocupacional MSB.



8 de setembro de 2015

Durante uma entrevista que eu fiz há duas semanas, perguntaram-me "qual era o meu favorito de todos os personagens secundários da série Blueberry". Já me perguntaram isso antes, e eu sempre respondi Red Neck, porque ele parecia um cara interessante, obviamente já tinha feito de tudo, mas ainda era um tanto misterioso. E ele era legal de desenhar também.



10 de abril de 2016

Um pouco de diversão com o material dos velhos tempos...



14 de abril de 2016

Mais diversão com diligência...



5 de agosto de 2016

O momento dos autógrafos e dedicatórias nessa exposição. O coroteirista Jean-Pierre Pécau está atrás de mim e Jean-Paul Fernandez, o nosso colorista de “Wonderball”, à minha esquerda.




Colin Wilson

N. C.: Colin Wilson desenhou seis álbuns da série “La Jeunesse de Blueberry” (“A Juventude de Blueberry”) - três com roteiros de Jean-Michel Charlier e os demais com roteiros de François Corteggiani -, coloridos por Janet Gale, sua esposa, que também coloriu “Le Bout de la piste” (“O Fim da Pista”), volume 22 da série “Blueberry”. Natural de Christchurch, Nova Zelândia, ele mora em Melbourne, Austrália, onde realiza o seu magnífico e renomado trabalho na 9ª arte.


Tradução: Pedro Bouça, Lisboa, Portugal: textos das imagens 1 a 6, 25 e 26; Afrânio Braga: textos das imagens 23, 27, 28 e 29. Adaptação: Afrânio Braga. Fontes das imagens: Colin Wilson: 1 a 6; 23 a 30; Librairie Bulles en Tête: 7 a 22.

A série “Blueberry” foi criada por Jean-Michel Charlier e Jean Giraud.

Blueberry © Jean-Michel Charlier / Jean Giraud – Dargaud Éditeur
Exposition Colin Wilson © Colin Wilson - Librairie Bulles en Tête 2014

Agradecimentos a Colin Wilson e à livraria Bulles em Tête pela gentil permissão para publicar sobre a exposição no blog Blueberry.

Afrânio Braga
Manaus, Amazonas, Brasil